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terça-feira, 22 de julho de 2014

SEMINÁRIO SOBRE A PASTORAL SOCIAL PROMOVIDO PELO SETOR DE PASTORAL SOCIAL DA DIOCESE DE GUARABIRA/PB

Na última sexta-feira (18), no Santuário Padre Ibiapina, em Santa Fé – Solânea/Arara-PB, das 8h das 16h, aconteceu o Seminário sobre a Pastoral Social, que teve a assessoria de José Glauco Teixeira Lins Filho. Coordenador de Projetos - Cáritas Brasileira do Regional -NE2.
Na ocasião o assessor trabalhou o tema: Espiritualidade e Pastoral Social.
Houve a participação de 74 pessoas, entre às quais a presença integral do Bispo Diocesano Dom Lucena, Sacerdotes, Diáconos, Aspirantes ao Diaconado, Religiosos/as, Seminaristas, Representantes das Pastorais Sociais, pessoas vindas das Paróquias que compões a Diocese.








sexta-feira, 18 de julho de 2014

Devolvemos o Dízimo Por Gratidão a Deus

Por Padre Demétrio Pereira de Morais[1]

A segunda grande motivação para devolução do Dízimo é a gratidão a Deus. Cremos que tudo quanto existe é fruto do amor e onipotência de Deus; das coisas pequenas: ervas e insetos, às grandes: o sol, a lua, os sistemas planetários, os mares, os animais e as plantas, enfim, todas as coisas visíveis e invisíveis, são dons de Deus (Gn 1,1-2,1-4ª; 2,4b-25; Sl 8,4-7; Sl 9,2-3; Sl 95,6; Sl 104; Is 42,5; Sl 24/23). Somos imensamente gratos pelo Seu gesto doador de vida. Ele nos fez à sua imagem e semelhança, a ele pertencemos (Sl 100,3; Sl 24,1); deu-nos uma família, nos potencializou de talentos e habilidades e continua cuidando e governado a criação com suas leis que estão impressas na natureza: “Nele vivemos, nos movemos e existimos” (At 17,28-30), sem que isto signifique uma privação da liberdade, que também é um dom inestimável confiado a cada ser humano.
Não obstante as dificuldades e problemas que enfrentamos todos os dias, o apóstolo Paulo nos exorta: Sede eucarísticos [agradecidos]!” (Cl 3,15); e também: “Por tudo daí graças, pois esta é vontade de Deus a vosso respeito, em Cristo Jesus” (1Ts 5,18), isto é, vivei em constante ação de graças. Para a Sagrada Escritura, a gratidão não deve ser somente um gesto isolado e superficial, mas um modo de ser e viver que brota, sobretudo, do amor infinito de Deus por nós, manifestado na total doação de Jesus à humanidade, que veio para nos trazer o dom da fé (Jo 12, 46), e vida em plenitude: “Deus amou tanto o mundo, que entregou o seu Filho único, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3,16).
A importância de desenvolvermos a capacidade de agradecer fica ainda mais evidente, no episódio dos dez leprosos curados por Jesus (cf. Lc 17,11-19), somente o que retornou para agradecer ouviu de Jesus a seguinte afirmação: “a tua fé te salvou” (Lc 17,19). Sendo assim, compreendemos bem o que nos sugere esta passagem bíblica: só quem sabe agradecer pode experimentar e acolher a salvação em sua vida. Portanto, nós que somos dizimistas, também queremos voltar para agradecer, e o fazemos porque a exemplo do povo de Israel temos memória, somos capazes de olhar para o passado e nele enxergar as inúmeras maravilhas realizadas por Deus em nosso favor. Somente quem tem memória sabe agradecer. O samaritano purificado voltou para agradecer porque sabia que sua cura foi fruto da intervenção de Jesus, não esqueceu o benefício recebido, tinha memória e soube reconhecer. Os outros nove prosseguiram suas vidas como se nada lhes tivesse acontecido de extraordinário, isto porque, eram pessoas sem memória, bastaram poucos minutos para que esquecessem o benefício (milagre-purificação) e o benfeitor (Jesus), que lhes havia devolvido a dignidade e o convívio social.
A gratidão pressupõe a relação-comunhão pessoal com Deus e o próximo. É uma atitude que brota da consciência de saber-se amparado e protegido por Deus e auxiliado por nossos semelhantes. Quando vencemos a arrogância e a auto-suficiência nos tornamos capazes de reconhecer a Deus, como o Senhor de nossas vidas, bem como, a importância e as necessidades daqueles que conosco são co-criaturas[2].
Somos gratos a Deus também pela Igreja, que nos transmitiu a fé em Jesus Cristo, e que é um sinal visível de seu Reino no mundo. O batismo que um dia recebemos nos configurou ao corpo místico de Cristo e nos fez seus discípulos e missionários, somos membros dessa comunidade de fé, e por isso, nos sentimos responsáveis pela evangelização e queremos favorecê-la com recursos humanos e materiais.
O dízimo, quando bem vivenciado pode se tornar em uma belíssima oração de louvor e gratidão a Deus por tudo o que Dele recebemos; um sinal visível de nossa participação e corresponsabilidade na comunidade eclesial, que nos ajuda a desenvolver a consciência de pertença à Igreja; um gesto concreto de nosso amor e fidelidade incondicional a Deus, e a sua Igreja, que nos possibilita vencer a cultura consumista e materialista, que impera sobre nós, e sufoca-nos pela ganância e a busca desenfreada por dinheiro. No entanto, a prática dízimo desvirtua-se quando é transformada em meio para se obter benefícios e vantagens de Deus ou da Igreja, tornando-se uma relação de troca (um “toma lá - dá cá”), ao invés de amor e gratidão a Deus.



[1]Pároco da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição-Sertãozinho/PB, e Coordenador da Pastoral do Dízimo da Diocese de Guarabira.
[2]Cf.BIANCHI, Enzo: Porque rezar, como rezar, pp. 75-76.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Dom Lucena tira lições da Copa e pede voto consciente

E agora, Brasil?
O sonho ou ilusão do Brasil vencer a Copa do Mundo em casa acabou. Vários relatos falam de vergonha, vexame histórico dentro de casa, desastre histórico, o mundo desabou sobre nossa cabeça. Qual a causa? Parece difícil enfrentar a realidade. Mas é verdade. A derrota do futebol brasileiro na Copa do Mundo no Brasil é motivo de esperança. Eis a vitória da competência sobre a malandragem. Oportunidade para limpar os desmandos que vêm acontecendo no futebol brasileiro. É hora de acordar e agir. Não faltou investimentos para a Copa do Mundo e para derrubar e construir novos e modernos estádios. Mas falta sempre investimentos nas questões sociais e na qualidade de vida do povo brasileiro. São muitas as lições. O povo brasileiro, no jogo da vida, continuará a lutar com esperança. É preciso jogar contra os nossos adversários: corrupção, violência, falta de saúde e educação de qualidade ao alcance de todos; falta de condições dignas de moradia, trabalho e transporte; falta uma reforma política no país e campanhas eleitorais dignas. É nossa esta partida. Esta Copa é exemplo para as gerações futuras. Este foi o primeiro tempo do jogo. Inexplicável? Apagão? Nada disso. Não nos deixemos levar por respostas fáceis, simplistas, interesseiras e falsas.
O segundo tempo já começou. Aqui a malandragem é sofisticadíssima. Mas há tempo, para o povo brasileiro jogar bem e ganhar com maestria e merecimento. O Brasil merece a vitória nas eleições deste ano. Ninguém pode eximir de participar consciente e responsavelmente da promoção do bem do País, e as eleições são uma grande ocasião. As condições de sofrimento, exclusão social, violência e injustiça, em que vivem muitos brasileiros, não condizem com a dignidade humana nem dão glória a Deus.
O Brasil não pode ser traído pelo seu próprio povo. É importante a vitória do Brasil, não de pessoas desonestas e corruptas, que só pensam em si mesmas ou no seu grupinho e não no bem comum. A vitória do Brasil é importante não só porque presidente, senadores, deputados e governadores têm uma incidência grande na vida do povo, mas porque está em jogo também o projeto político, social e econômico do país. A nossa vitória é a construção de uma sociedade igualitária, de respeito às diversidades, que produza a vida não para o aumento do consumo, que tenha a natureza como parceira da vida e um Estado que seja promotor do bem comum.
Não queira prorrogação da situação de descaso social que experimentamos atualmente em nosso país, nem deseje ouvir explicações depois dos resultados das eleições, como: “apagão”, “inexplicável” e “povo escolhe mau seus representantes”. Os anseios do povo não podem ser ignorados. As eleições dão ocasião de vitória sobre os desmandos que estão acontecendo no Brasil em todos os níveis. Somos responsáveis pela vitória do nosso país. Que o resultado das eleições seja digno e possibilite a volta da alegria e o eco verdadeiro do canto “Eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor”. E agora, o Brasil, todo o povo, será vitorioso.
Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena
 Bispo de Guarabira (PB)


terça-feira, 15 de julho de 2014

DIOCESE DE GUARABIRA PARTICIPA DE ENCONTRO DE PLANEJAMENTO PASTORAL MISSIONÁRIA EM BRASÍLIA

A Diocese de Guarabira, através do Pe. João Bosco Francisco do Nascimento e do Pe. Adauto Tavares Gomes, participa da 2ª Semana de Formação Missionária, promovida pela Comissão Episcopal para a Missão,  da CNBB, em Brasília-DF, de 14 a 18 de julho de 2014, no Centro Cultural Missionário (CCM), com tema: “Planejamento Pastoral Missionário na Igreja Local", na continuidade à caminhada formativa iniciada nos encontros no ano de 2013 com coordenadores diocesanos de ação evangelizadora. É a implementação da missão continental nas Dioceses e nas Paróquias do Brasil firmada pelo Documento de Aparecida e a primeira urgência das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora (DGAE), de sermos "uma Igreja em estado permanente de missão". Esse encontro, como serviço de assessoria, quer aprofundar o tema do planejamento pastoral e missionário e sua relação com a tarefa de organizar a missão permanente em nível de Igreja Local.
            É colocar Aparecida em prática: que "nenhuma comunidade deve isentar-se de entrar decididamente, com todas as forças, nos processos constantes de renovação missionária e de abandonar as ultrapassadas estruturas que já não favoreçam a transmissão da fé" (DAp 365).