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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

“Solidariedade é um modo de fazer história”, diz papa Francisco

“A solidariedade, entendida em seu sentido mais profundo, é um modo de fazer história e isso é o que fazem os movimentos populares”, disse o papa Francisco, na manhã de ontem, dia 28, durante encontro com os participantes do Encontro Mundial dos Movimentos Populares.
Ao falar sobre solidariedade, Francisco sugeriu pensamentos e atos em favor da comunidade e da prioridade de vida a todos. “Também é lutar contra as causas estruturais da pobreza, a desigualdade, a falta de trabalho, a terra e a violência, a negação dos direitos sociais e trabalhistas”, enumerou. Para ele, a solidariedade se traduz no enfrentamento aos “efeitos destruidores do ‘Império do dinheiro’, como os deslocamentos forçados, as migrações dolorosas, o tráfico de pessoas, a droga, a guerra, a violência. “Todas essas realidades que muitos de vocês sofrem e que todos somos chamados a transformar. A solidariedade, entendida em seu sentido mais profundo, é um modo de fazer história e isso é o que fazem os movimentos populares”, disse.
A transformação da realidade dos que sofrem com a pobreza conduziu o papa a três elementos que para ele são uma resposta a algo que deveria estar ao alcance de todos, mas que está cada vez mais longe da maioria: "terra, casa e trabalho”. A abordagem em relação ao escândalo da pobreza não deve promover “estratégias de contenção que somente tranquilizem e convertam os pobres em seres domesticados e inofensivos”.
O papa Francisco alertou, ainda, ao tratar dos elementos “terra, casa e trabalho”, que fala do amor pelos pobres, que está “no centro do Evangelho”. “É estranho, mas quando falo sobre estas coisas, para alguns parece que o papa é comunista”, comentou.
Francisco também falou sobre a “cultura do descartável”, na qual aqueles que não podem se integrar no fenômeno da exportação e da opressão, são excluídos como resíduos, sobras. Ele explicou que isso acontece quando no centro de um sistema econômico está o deus dinheiro e não o homem, a pessoa humana. “Ao centro de todo sistema social ou econômico deve estar a pessoa, imagem de Deus, criada para que fosse o dominador do universo. Quando a pessoa é desprezada e vem o deus dinheiro, acontece esta troca de valores”, alertou.
Falando sobre trabalho, o papa destacou direitos a uma remuneração digna, à seguridade social e à cobertura previdenciária aos catadores, vendedores ambulantes, costureiros, artesãos, pescadores, camponeses, construtores, mineiros, todo tipo de cooperativistas e trabalhadores de ofícios populares, que, segundo Francisco, estão excluídos dos direitos trabalhistas e têm negada a possibilidade de sindicalizar-se e de ter uma renda adequada e estável. “Hoje quero unir minha voz à sua e acompanha-los em sua luta”, afirmou.
O papa ainda falou sobre paz e ecologia no contexto dos três elementos apresentados em seu pronunciamento. “Não se pode haver terra, não pode haver casa, não pode haver trabalho se não temos paz e se destruirmos o planeta”, disse. Ele exorta que a criação não é uma propriedade da qual se pode dispor a esmo gosto, nem que pertence a uns poucos. “A criação é um dom, é um presente, um dom maravilhoso que Deus nos deu para que cuidemos dele e utilizemos em benefício de todos, sempre com respeito e gratuidade”, acrescentou.
Em relação à “globalização da indiferença”, presente no mundo, foi apresentado um “guia de ação, um programa” considerado “revolucionário”: as bem-aventuranças, presentes no Evangelho de Mateus.
Ao final, Francisco afirmou que os movimentos populares expressam “as necessidades urgentes de revitalizar as democracias”. Ele considera “impossível imaginar um futuro para a sociedade sem a participação como protagonista das grandes maiorias”.
Encontro
O Encontro Mundial dos Movimentos Populares aconteceu de 27 a 29 de outubro, com organização do Pontifício Conselho Justiça e Paz do Vaticano, em colaboração da Pontifícia Academia de Ciências Sociais e líderes de vários movimentos. São 100 leigos, líderes de grupos sociais, 30 bispos engajados com as realidades e os movimentos sociais em seus países, e cerca de 50 agentes pastorais, além de alguns membros da Cúria romana presentes no evento. Representou a CNBB o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da instituição, dom Leonardo Steiner.

O evento buscou fortalecer a rede de organizações populares, favorecer o conhecimento recíproco e promover a colaboração entre eles e suas Igrejas locais, representadas por bispos e agentes pastorais provenientes de vários países do mundo. O Pontifício Conselho Justiça e Paz do Vaticano ressalta o compromisso na promoção e tutela da dignidade e dos direitos da pessoa humana, assumido pelos movimentos.
Fonte: CNBB

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Encontro de Coordenadores e Vice-Coordenadores da Pastoral do Dízimo

No último dia 25, durante a reunião dos Coordenadores e Vice-coordenadores da Pastoral do Dízimo, realizada em Sertãozinho-PB, a Diocese de Guarabira apresentou os novos membros da Comissão Diocesana da Pastoral do Dízimo. Os membros da comissão representam as 5 Regiões Pastorais de nossa Diocese.

Coordenador Diocesano: Pe. Demétrio Morais.
1- Região Pastoral de Pirpirituba:
Maria Cleonice Farias (Sertãozinho)
Mazé Mary Jôse Andrade - CDMD (Lagoa de Dentro)
2- Região Pastoral Diocese de Guarabira:
Diác. Antonio Freitas (Guarabira)
Maria Edleide (Guarabira)
3- Região Pastoral de Solânea:
Padre Iran de Sousa (Borborema)
Josinaldo (Areia)
4- Região Pastoral de Araruna:
Lucia Maria de Oliveira (Cacimba de Dentro)
Marleide Lima (Dona Inês)

5- Região Pastoral de Alagoa Grande:
Maria Aparecida (Cuitegi)
Gelza (Mulungu)

O encontro foi assessorado pelo Padre Demétrio (Coordenador Diocesano da Pastoral do Dízimo) e contou com a presença de Dom Lucena, Pe. Gaspar, Pe. Marcos, Pe. Iran, Pe. Heriberto, o Diácono José Manoel, o Diácono Permanente Antônio de Freitas, e os Coordenadores da Pastoral do Dízimo das várias Paróquias da Diocese. 



Final de Campanha Eleitoral

O final da campanha eleitoral 2014 expressa uma sensação de tristeza, desconfiança, irracionalidade, falta de respeito, desonestidade, oportunismo, mentira, corrupção e escândalos no uso de recursos públicos . A propaganda e o debate foram caracterizados pelos ataques pessoais, deselegâncias e promessas falaciosas, ao invés de propostas concretas. Os próprios candidatos usaram tais expedientes, adiantando, assim, aos eleitores, que os eleitos não prestarão. Por que chegamos a tal ponto? Para onde iremos?  Falta capacidade de mostrar um caminho real de mudanças? Ganha a eleição quem é competente ou quem tem marqueteiros e formadores de opinião? Sempre ganha a eleição quem merece? Quem tem competência de articular, hoje, em rede, a saúde, a educação, a segurança e o respeito aos direitos e deveres fundamentais de cada cidadão e cidadã?
Na política, comprovadamente nesta campanha eleitoral, não é fácil fazer distinções, nem ter garantias de que o dito é sincero e verdadeiro. É difícil alcançar o que é sério e respeitoso para com o bem comum. Por outro lado, não é difícil ver tantos tratamentos indignos e injustos, cidadãos ignorados por ideologias partidárias e medíocres. 
Esta campanha eleitoral chega ao final sem o ressoar do clamor por mudanças, já que os eleitos não representam inovação política e, sim, na maioria, grupos familiares reconduzidos ao poder oferecendo pouco proveito para o bem comum. Ainda é muito forte o poder do dinheiro e grupos que representam seus próprios interesses e não o povo e o bem comum. Daí, em forma de protesto e indiferença, a elevada porcentagem de abstenções, votos anulados e deboches. Parece preocupante no momento decisivo do futuro da nação.
Oxalá, que desta campanha eleitoral nasça um sentimento maior por mudanças ou reformas urgentes e radicais. Que na próxima campanha o eleitorado tenha opções de escolha diante de nomes críveis e competentes. Que o final de uma campanha eleitoral não seja marcado pelo alívio do encerramento do horário eleitoral gratuito, das pesquisas eleitorais com suas estatísticas desconfiáveis, dos embates técnicos, debates de péssima qualidade e da animosidade de muitos candidatos. Mas que seja marcado pela esperança dos eleitores naqueles que são eleitos pela credibilidade, competência e consciência do próprio papel; que respeita a honorabilidade, trabalha para o bem comum e não para o próprio bem, coerente e respeitoso às promessas eleitorais; que constrói a unidade,  faz de Jesus o seu centro; sabe escutar o povo: antes, durante e depois das eleições; não tem medo da verdade e da mídia, porque no momento do julgamento deverá responder somente a Deus. De fato, a vitória nas eleições do domingo seja o bem do povo. Que Deus abençoe toda esta nação e seus governantes.

Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena – Bispo de Guarabira(PB)

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Cúria Diocesa

Hoje, quinta-feira, 23 de outubro de 2014, está acontecendo, na Cúria Diocesana, uma reunião de preparação para a XIII Assembleia Diocesana de Pastoral, com Dom Lucena e os Coordenadores das Regiões Pastorais da Diocese de Guarabira. 


Não se pode ser cristão sem a graça do Espírito Santo – o Papa Francisco em Santa Marta

“Não se pode ser cristão sem a graça do Espírito” – esta a mensagem principal do Papa Francisco na missa de quinta-feira, 23 de outubro na Capela da Casa Santa Marta.
O Papa dedicou a sua homilia à passagem da Carta aos Efésios, em que S. Paulo descreve a sua experiência de Jesus Cristo, uma experiência “que o levou a abandonar tudo”, porque “estava apaixonado por Cristo”. Trata-se de um “ato de adoração”. Antes de tudo, dobra os joelhos diante do Pai, cujo “poder vai além daquilo que podemos pedir ou pensar”. Usa “uma linguagem sem limite”: adora este Deus “que é como um mar sem praias, sem limites, um mar imenso”. E S. Paulo pede ao Pai, por todos nós:
“Pede ao Pai que o Espírito venha nos reforce e nos dê força. Não se pode andar em frente sem a força do Espírito. As nossas forças são fracas. Não se pode ser cristão sem a graça do Espírito. É justamente o Espírito que nos transforma o coração, que nos faz prosseguir na virtude para realizar os mandamentos.”
“Depois, Paulo pede outra graça ao Pai”: “a presença de Cristo, para que nos faça crescer na caridade”. O amor de Cristo “que supera todo conhecimento”, que “não se pode entender” se não através “deste ato de adoração daquela imensidão sem fim”:
“Esta é uma experiência mística de Paulo e nos ensina a oração de louvor e a oração de adoração. Diante das nossas pequenezas, dos nossos interesses egoístas – que são muitos –,Paulo entra em adoração e pede ao Pai que nos envie o Espírito para nos dar força e poder prosseguir; que nos faça entender o amor de Cristo e que Ele nos consolide no amor. E diz ao Pai: ‘Obrigado, porque Tu és capaz de fazer o que nem ousamos pensar’. É uma bela oração….”
O Papa Francisco concluiu a sua homilia recordando o mandamento do amor que se descobre através da vida interior:
“E com esta vida interior pode-se entender porque Paulo deixa tudo para trás e considera tudo entulho, para receber Cristo e se encontrar Nele. Faz-nos bem pensar assim, adorar a Deus. Faz-nos bem louvar a Deus, entrar neste mundo de amplitude, de grandiosidade, de generosidade e de amor. Faz-nos bem, porque assim podemos ir em frente ao grande mandamento – o único mandamento que está na base de todos os outros -: o amor. Amar a Deus e ao próximo”.